Confeccionada por mulheres encarceradas e egressas do sistema prisional, linha de acessórios é feita com tecido sustentável e lixo zero
Dentro do seu propósito de construir uma moda cada vez mais responsável, a Renner se uniu ao movimento Eu Visto o Bem para lançar a sua primeira coleção de acessórios criada de forma colaborativa. Todos os itens foram produzidos com tecido menos impactante ao meio ambiente e lixo zero, utilizando fio reciclado feito a partir de sobras de algodão e fibras de garrafa pet.

A coleção é uma parceria da varejista de moda com o Eu Visto o Bem, que desde 2016 atua com foco na ressocialização de detentas e ex-detentas do sistema prisional de São Paulo, dando a elas uma opção de renda e profissionalização por meio da confecção de produtos sustentáveis. Em 2020, o movimento se tornou fornecedor da Renner.

“Temos o compromisso de oferecer aos nossos clientes cada vez mais peças com atributos de sustentabilidade. Esta coleção atende este objetivo e vai além, unindo responsabilidade ambiental e social em um mesmo projeto. São produtos com causa, que nos inspiram e geram impacto positivo para a sociedade e para o planeta”, diz a diretora de Marketing Corporativo da Lojas Renner, Maria Cristina Merçon.

A coleção foi produzida em um trabalho conjunto da equipe de Estilo da Renner com as integrantes do Eu Visto o Bem, desde a concepção criativa até o desenvolvimento final dos produtos. O resultado são itens como bolsas, brincos, acessórios de cabelo e necessaires que carregam não apenas práticas sustentáveis e informação de moda, mas também a história do movimento.

“O Brasil é o quarto país com o maior número de mulheres encarceradas no mundo. Ao oferecermos a oportunidade de elas gerarem renda e se ressocializarem, não impactamos só as detentas, mas todo o seu entorno social. A união com uma empresa como a Renner, que tem uma atuação socioambiental consistente, é fundamental para fazermos a diferença”, comenta Roberta Negrini, idealizadora do Eu Visto o Bem.

As peças são inspiradas na estética cottagecore, trazendo estampas e cores que traduzem a estação. Todas levam uma tag em papel reciclado para identificar os produtos, com a descrição sobre as boas práticas envolvidas na produção. A coleção está disponível em lojas físicas de todo o Brasil e no e-commerce da Renner.

Em 2020, o movimento Eu Visto o Bem beneficiou cerca de 200 mulheres, contribuindo para a reinserção delas na sociedade. Também impulsionou a economia circular, reaproveitando 120 quilos de sobras de tecido e contabilizando a reciclagem de 12 mil garrafas PET/mês.

“Entendemos que é nosso papel apostar em fornecedores que aliem os diferentes pilares da sustentabilidade (ambiental, social e econômico), potencializando o efeito de seu trabalho. Damos luz a isso garantindo que essa história seja contada por meio dos nossos produtos. A Renner apoia projetos com foco no empoderamento feminino há mais de 10 anos, por meio do seu braço social, o Instituto Lojas Renner. Portanto, a parceria com o Eu Visto o Bem foi um caminho natural”, acrescenta Maria Cristina.

Moda responsável

A nova coleção de acessórios é mais uma iniciativa que representa o avanço da Renner em seu propósito de construir uma moda cada vez mais responsável. A varejista vem evoluindo constantemente em sua estratégia de sustentabilidade, que abrange todas as áreas do negócio, dentro do guarda-chuva do selo Re – Moda Responsável.

Desde 2017, a marca comercializou mais de 125 milhões de peças responsáveis, confeccionadas com matérias-primas como o algodão certificado, o fio reciclado, a viscose certificada e a poliamida biodegradável, além de técnicas como o upcycling e processos que garantem, por exemplo, o menor uso de água na produção.

Esta evolução contínua não se restringe aos produtos. Ela abrange um conjunto de ações com foco no cumprimento dos compromissos públicos pela Renner assumidos para 2021: ter 80% dos produtos menos impactantes, sendo 100% do algodão certificado; suprir 75% do consumo corporativo de energia com fontes renováveis de baixo impacto; reduzir em 20% as emissões de CO2 em relação aos níveis de 2017; e ter toda a cadeia nacional e internacional de fornecedores com certificação socioambiental.